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quarta-feira, 25 de julho de 2007

DESPERTANDO A HARMONIA INTERIOR


Rei significa universal, espírito, essência.

Ki significa energia vital.

Reiki é uma palavra japonesa composta por dois ideogramas que significam Energia Universal Vital e pode ser representada destas duas maneiras. A forma a sua esquerda é a mais difundida. Existe uma terceira forma; qualquer uma destas formas está correta, no entanto a pronúncia adotada no ocidente não está. No idioma japonês, palavras iniciadas pelo fonema “R” são pronunciadas como em “arena” e não como em “carro”. Deste modo o correto é ‘Rêiki’ e não “rreiki”.

Quando entramos em contato com esta Energia, essencialmente amorosa, nos tornamos canal de sua força terapêutica. Para isto, não precisamos induzir estados alterados de consciência ou termos dons especiais. É necessário, tão somente, que participemos de breves cerimônias, chamadas iniciações, sob a orientação de um Mestre de Reiki, durante as quais determinados canais de nosso corpo serão alinhados e ativados pelo toque do Mestre e passarão a veicular esta energia cujo fluxo é sentido nas mãos por toda a vida.

Reiki é um ato de imposição de mãos sobre o corpo humano, animal ou vegetal com o intuito de restabelecer o equilíbrio da energia grosseira e sutil bem como potencializar a capacidade de regeneração destes organismos. O Reiki além de desintoxicar o corpo físico, e possibilitar a recuperação da vitalidade orgânica, permite a dissolução de bloqueios emocionais e a purificação do karma negativo gerado nesta e em outras épocas.

Atuando sobre os Cinco Skandhas (camadas ou corpos sutis) purifica os agregados dos fatores composicionais de nosso ser, conscientizando-nos de nossas cinco delusões principais, denominadas ignorância, apego desejoso, raiva, ganância e inveja. Deste modo transformaremos nosso corpo sutil poluído e desenvolveremos um corpo de energia com a radiância de puro cristal, nossa fala contaminada terá a vibração pura do mantra e nossa mente perturbada terá a estabilidade e limpidez do diamante.

O que diferencia o Reiki de outras técnicas de terapia pelo toque é a Iniciação. Em tibetano o termo “Wang” significa iniciação, ou melhor “transferência de poder”. É a bênção espiritual concedida por um mestre qualificado, permitindo ao discípulo reconhecer e se conectar com a sua natureza búdica ou divina. O equivalente em sânscrito é abhisheka. Segundo Chögyam Trungpa Rinpoche (Além do Materialismo Espiritual): - “Abhisheka, significa espargir, verter, unção. E para se verter é preciso que haja um vaso onde possa cair o líquido vertido. Se nos comprometermos realmente, abrindo-nos para nosso amigo espiritual de maneira apropriada e completa, transformando-nos num vaso que possa receber a comunicação, ele também se abrirá, e então a iniciação ocorre. Este é o significado de abhisheka, ou ‘o encontro das duas mentes’, a do mestre e a do discípulo”.

Todos nós nascemos com o Reiki, mas nos esquecemos do quanto somos divinos; no momento de uma iniciação somos colocados frente a frente com nosso potencial latente e somos sintonizados com essa essência criadora que iluminará nossos sentidos e despertará nosso anseio pela jornada do crescimento pessoal. No processo de sintonização, alguns canais de força do corpo, responsáveis pela captação e distribuição da nossa energia, são estimulados a funcionar nos moldes originais, proporcionando a capacidade de harmonizar não somente a nós mesmos como a todos que tocarmos.

Com a sintonização, as mãos irradiam vibrações que fluem a partir da cabeça e percorrem todo o corpo, dirigindo-se a áreas que estejam em desarmonia. Uma vez “sintonizado”, o discípulo torna-se um receptor, catalisador, e transmissor desta fonte inesgotável de energia terapêutica e mesmo que não utilize o Reiki por longos anos, no momento que precisar fazê-lo, bastará pensar em Reiki (Energia, Essência Universal Vital) e permitir que flua para onde seja necessário. O alinhamento harmoniza e purifica os canais sutis de nosso corpo energético, melhorando a saúde de forma holística e conferindo ao iniciado a capacidade de cuidar de outras pessoas sem esgotar sua própria energia vital.

Aplicando Reiki você estará se preenchendo de luz e conectando-se com o Buddha Infinito ou Essência Iluminada que está em mim em ti e em todas as coisas, visíveis e invisíveis e então Namastê! O Buddha que está em mim saúda o Buddha em Você!

A Terapia Reiki não pode ser aprendida por meio de livros ou fitas de vídeo, é possível conhecer nos livros quase tudo sobre a sua história, posições básicas, funcionamento dos Chakras bem como a sua correspondência com glândulas e órgãos; porém, só se estará utilizando a energia Reiki nas sessões de terapia quando se tenha sido devidamente sintonizado por um Mestre habilitado, em um ou mais sistemas, como por exemplo, Sistema Usui (Japonês), Ngal So Chag Wang Reiki (Lama Gangchen Rinpoche - Mestre Budista), Sistema Osho Reiki (de origem Hinduísta), Sistema Kahuna (originário das Ilhas Polinésias - Índios Kahunas), e diversas outras designações que foram surgindo ao longo do tempo.

Mesmo que você tenha tido uma iniciação de outro sistema que não o Usui, considero importante que em momento oportuno você procure reciclar seus níveis Reiki com um mestre do Sistema Tradicional Usui, de modo que possa comparar e tirar suas próprias conclusões sobre a Terapia Reiki, sobretudo se pretende tornar-se um instrutor na referida técnica.

Esteja preparado para mudanças que poderão se manifestar em vários setores de sua vida e para os profundos processos de purificação que se manifestam no corpo físico e emocional. É comum que pessoas iniciadas ou clientes em tratamento com Reiki apresentem um aumento da sintomatologia caso esteja enfermo física ou emocionalmente, bem como das secreções e excreções naturais do corpo: fluxo urinário – diarréias – catarro – suor – ardência nos olhos – cera nos ouvidos – estado febril, etc. Estes são sinais de que o corpo está reagindo e recuperando a sua harmonia natural. No campo mental-emocional poderá ocorrer situação semelhante, experiências mal resolvidas e traumas, da vida presente ou passada, podem se manifestar à luz da consciência e serem compreendidos.

Recomenda-se a ingestão de líquidos em maior quantidade e uma alimentação equilibrada durante e após o tratamento, a fim de permitir rápida desintoxicação e fornecer ao organismo os nutrientes necessários ao processo de equilíbrio e transformação das energias. Além disto é aconselhável dedicar uma hora por dia ao relaxamento, meditação e conexão com o estado mental-espiritual gerado durante as sessões de Reiki.

Participando de um ‘Curso Livre de Formação em Terapia Reiki’ você aprenderá os princípios éticos e terá os subsídios para lidar com as situações decorrentes do processo terapêutico.

O Reiki trata o indivíduo como um todo, porém os clientes com sintomas agudos devem procurar orientação médica primeiro, para depois se harmonizarem com a energia “Reikiana” que certamente será uma grande aliada no processo de recuperação do indivíduo.

terça-feira, 24 de julho de 2007

REIKI TANTRICO TIBETANO


TERAPIA REIKI
Um Caminho de Compaixão e Autoconhecimento

A fim de cumprir a Paramita da Generosidade e desenvolver a Compaixão Búdica em benefício de todos os seres, peço a bênção e permissão dos Mestres Mundanos e Supramundanos, para devolver ao REIKI o caráter sagrado inerente a todo ensinamento nascido no oceano Mahamudra do Vajrayana (Grande Selo do Veículo do Diamante) conhecido tradicionalmente como Tantra. Dedico os méritos gerados por minhas brancas ações virtuosas a longa vida de Meus Gurus e peço que cuidem de mim e de todos os seres até que termine o sangsara. Soha!
Rodrigo Rinchen Dorje
***

Há cerca de 2.500 anos no tempo de Buddha Shakyamuni, Devadata (primo do Buddha) com a mente obscurecida pela inveja, percebeu-se em grande enfermidade nos níveis do corpo, fala e mente. Movido pelas condições kármicas e desejando tomar das formulações preparadas somente para os budas, tornou seu desequilíbrio físico e emocional intratável perante métodos de deuses e homens. O Buddha, conhecedor da originação interdependente de causas e condições (karma) e movido por profunda compaixão, tocou a cabeça de Devadata e proclamou:

“Se no nível relativo e absoluto da existência sou eu realmente um Buddha, estás livre de todos os obscurecimentos do corpo, fala e mente!”

Neste momento surge a Tradição Terapêutica de Harmonização pela Imposição de Mãos, que sussurrada ao ouvido de mestre a discípulo foi sendo transmitida até os dias atuais, mesclando-se a novas culturas ao longo do tempo, absorvendo novos matizes, tornando-se objeto de crença e descrença, caindo até mesmo em desuso por um longo tempo e hoje, como a Fênix, renascendo das cinzas.

O primeiro detentor dos ensinamentos da Terapia Tantrica do Senhor Buddha nesta era foi Jivaka, o terapeuta pessoal de Buddha Shakyamuni, conhecido como o Príncipe Três Vezes Coroado. Suas encarnações posteriores como Yutog Yonten Gonpo (o Velho e o Jovem), que viveram respectivamente no nono, décimo e décimo segundo séculos a.C., reeditaram e comentaram os Sutras e Tantras do Conquistador, combinando-os ao Sistema Terapêutico Tibetano nativo sendo este praticado no Tibet ainda hoje, podendo o conjunto destas práticas voltadas ao equilíbrio energético e psicofisiológico dos seres ser nomeado como Terapia Tradicional Tibetana (MTT).

Entre os séculos II e I a.C., efetuou-se a redação do Sutra do Lótus e do Tantra da Clara Luz, escrituras budistas consideradas como fonte original do REIKI e de outros ensinamentos referentes à harmonização do corpo grosseiro, sutil e muito sutil. No séc. XIX por volta de 1908/1909, o Sensei (professor/mestre) Mikao Usui encontrou textos num monastério Hindu que versavam sobre as práticas de harmonização por meio da Imposição de Mãos; não tendo no entanto explicações objetivas sobre o modo de como aplicar a simbologia e ensinamentos contidos nestes textos, partiu em peregrinação em busca do entendimento necessário para ativar o fluxo da Energia Universal Vital através das mãos...
Após 21 dias em jejum e meditação no monte Kuryama (Japão), ele obteve o insight do Método, gerando a Sabedoria necessária para despertar o potencial terapêutico inerente a cada ser, humano, animal, vegetal ou mineral. Segundo os discípulos da Tradição Usui, no 21º dia ele avistou no horizonte luzes que caminhavam em sua direção e formavam no espaço os símbolos que havia encontrado nos textos em sânscrito; estes símbolos teriam entrado em sua mente através da região conhecida no oriente como 3º olho (meio da testa), o que o tornou inconsciente por alguns minutos. Ao recobrar a consciência sentiu-se “diferente” e percebeu que mesmo tendo jejuado vários dias ingerindo somente água, não sentia fome nem esgotamento, mas sim que estava de posse de todas as suas energias e que sua disposição física era qualitativamente superior. Essa foi a primeira constatação da eficácia do método e segundo a tradição oral, ela foi seguida de mais quatro acontecimentos:

Na euforia de transmitir a descoberta ao Abade do monastério budista que lhe orientou ao longo de sua busca, Usui desceu correndo o Monte Kuryama e tropeçou numa pedra ferindo o dedão do pé, prontamente levou as mãos ao local como é comum quando sentimos uma forte dor, percebeu, no entanto, que suas mãos aqueciam e vibravam e que o sangramento cessou em poucos minutos.

Ao chegar na hospedaria ao pé do Monte Kuryama pediu uma farta refeição, o que não é muito comum a quem acabou de sair de um jejum, saboreando-a velozmente sem sentir-se mal.

Observou que a filha do dono da estalagem estava acometida de uma forte dor de dente e tomando sua face entre as mãos, fez com que a dor desaparecesse.

Finalmente, ao chegar ao monastério de seu amigo Abade soube por um assistente que o mesmo estava acamado devido a uma crise de artrite. Usui impôs as mãos sobre os pontos doloridos e obteve alívio imediato dos sintomas que afligiam o amigo.

Nos sete anos seguintes Mikao Usui trabalhou tratando pessoas em um gueto de mendigos em Kyoto no Japão; verificou, porém, que muitos que já estavam recuperados de suas desarmonias físicas e emocionais preferiam continuar a pedir esmolas a trabalhar dignamente por seu sustento, não se integrando deste modo à sociedade por serem incapazes de assumir novas responsabilidades em sua existência. Usui concluiu que não adiantava ajudar a quem não queria ser ajudado e que para o Reiki ser tratado com o devido respeito, é preciso que as pessoas estejam dispostas a dar algo em troca, o que não precisa ser necessariamente um valor monetário, podendo, por exemplo, ser a troca de serviços e o envolvimento do indivíduo no processo terapêutico de seu meio familiar, social e ambiental.
Decorrido este tempo, Usui tornou-se monge budista tendo sido iniciado na Tradição Shingon que é uma ramificação do Budismo Vajrayana (Tantra). O Budismo Shingon foi fundado no Japão no início do século XIX pelo monge japonês Kukai (Kobo Daishi, 774 - 835) que foi aluno do japonês Huikuo (Keika, 746 - 805). Huikuo foi discípulo do monge indiano Amoghavajra e este foi aluno de Vajrabodhi, renomado instrutor na tradição tântrica.
Em 1922 Usui fundou uma escola em Tókio para ensinar a Terapia Reiki dando origem ao que hoje é conhecido como Escola Tradicional Mikao Usui, ou melhor, Usui Reiki Ryoho Hikkei (Terapia da Energia Espiritual de Usui, para harmonizar interna e externamente).
Ele teve diversos alunos dentre os quais 16 atingiram o nível de Mestre Reiki o que significa ter a aptidão para dar as iniciações e instruções de como praticar e ensinar a técnica Reiki, impedindo desse modo que o conhecimento se perdesse após sua morte.
Mikao Usui nasceu em 15 de agosto de 1865, no distrito de Gifu no Japão, e faleceu em 09 de março de 1926 em Fukuyama. Condensou em dois níveis, Mestrado e quatro ideogramas (símbolos) o que poderia ser compreendido pelos seres de mente e concepções comuns, formulou “Os Cinco Princípios Reiki” e transmitiu a técnica básica de aplicação da energia sobre os Sete Chakras Maiores (vórtices de energia no corpo), deixando aos iniciados a parte interna dos ensinamentos referentes ao Tantra da Clara Luz e ao Reiki.

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