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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

CONDUZINDO UMA SESSÃO TERAPEUTICA

Devemos ter em mente que o objetivo de uma sessão de Reiki não deve ser apenas minimizar temporariamente o sofrimento dos seres e sim encontrar uma solução para erradicar a causa dos sofrimentos. Sabemos que a única forma de transformar as causas raízes é através do processo de Iluminação da mente e crescimento pessoal como o proposto pelos ensinamentos do Buddha e de Jesus.
Impor as Mãos para tratar alguém, deve ser uma atitude motivada pela compaixão e o desejo de libertar todos os seres das causas de seus sofrimentos, o que é em outras palavras, um puro gesto de Amor. Segue abaixo alguns procedimentos para uma boa pratica em Reiki.
• O local de atendimento deve ser arejado, limpo e confortável, de preferência sem carpete. Evite velas, incensos, fotos de santos, anjos ou mestres espirituais. Afinal muitas pessoas são sensíveis ao cheiro e não sendo o Reiki ligado a nenhuma religião não devemos influenciar o sistema de crenças do cliente.

• A luz deve estar baixa, prefira um abajur ou use cortinas semitransparentes.

• Uma música suave irá favorecer o relaxamento. Existem cd’s para Reiki em que as faixas têm intervalos de três em três minutos, o que ajuda no controle do tempo da sessão sem que você se preocupe com o relógio.

• Utilize uma maca, divã ou cadeira confortável para o cliente e para o terapeuta, pois você terá que percorrer ao redor do cliente ao mudar as posições, podendo permanecer em pé ou sentado durante a aplicação.

• É recomendável ter um lençol disponível, para o caso de o cliente sentir frio.

• Retire todos os anéis, jóias e metais do corpo.

• Lave as mãos em água corrente antes e depois do tratamento (até os cotovelos).

• Escove os dentes e enxágüe bem a boca.

• Oriente o cliente a retirar seus sapatos, metais, cintos, excesso de roupa, ou algo que possa incomodá-lo.

• Peça ao cliente que se deite de barriga para cima com os braços relaxados próximos ao corpo ou de acordo com o bem-estar do mesmo. Esta posição pode ser seguida também com o cliente de bruços.


• Purifique o ambiente visualizando a Energia Vital permeando todas as coisas e iluminando cada partícula de matéria. Imagine que tudo se torna transparente como um cristal.

• Certifique-se de que não há corrente de ar sobre o cliente.

• Explique ao mesmo os procedimentos que serão efetuados (se ele será tocado ou não).

• Reiki passa através de roupas, bandagens, gessos, metais, etc., porém o transmissor e o receptor devem estar bem aquecidos, sem cinto e utilizando roupas confortáveis de preferência em uma tonalidade clara.

• O cliente deve ser orientado a não cruzar as pernas e os braços.

• Em caso de queimaduras aplique o Reiki a uma distância de três centímetros aproximadamente.

• Mantenha seus dedos unidos e a mão em forma de “concha”.

• Permaneça em cada posição de 1 a 3 minutos ou o tempo de uma respiração.

• Procure fazer todas as posições básicas, mas se pular ou esquecer alguma não se preocupe com a ordem, retorne e complete o que for necessário seguindo sempre sua intuição e orientação interior.

• O tratamento deve ter no mínimo três sessões que durem pelo menos uma hora. Após realizar todas as posições básicas, dedique cerca de 10 a 20 minutos para as áreas mais problemáticas.

• Pessoas idosas ou portadores de doenças crônicas não devem se submeter a sessões superiores a 30 minutos, com o passar do tempo pode-se aumentar a duração do tratamento gradativamente de acordo com a necessidade.

• Crianças pequenas e recém-nascidas necessitam de no máximo 30 minutos.

O transmissor poderá ter nas palmas das mãos sensações de calor, frio ou formigamento. Isto é normal e serve como indicação das áreas comprometidas. Também poderá sentir o corpo sacudir, como se houvesse uma descarga elétrica, calor intenso ou leve coceira em partes do corpo ou nele todo. Variações térmicas alternadas em várias partes junto com sonolência e bocejar. Alegria súbita e estados de euforia bem como o oposto. Pressões, ‘pontadas’, visões de luzes multicoloridas e imagens que saltam a mente. Tudo isso é perfeitamente normal e se não sentir nada não se preocupe, a energia está se adaptando as necessidades do indivíduo e agindo numa freqüência sutil que por vezes não conseguimos perceber.

Durante o período de tratamento, recomenda-se ao terapeuta e ao receptor que bebam muito líquido, comam alimentos de origem orgânica quando possível e tomem complementos vitamínicos caso tenham sido recomendados pelo seu médico.

‘Abra’ a conexão com o campo de energia universal utilizando os símbolos, os mantras e a concentração na palma de suas mãos, lembrando-se que o objetivo de canalizar esta energia é libertar todos os seres das causas raízes do sofrimento, sejam físicos, emocionais, mentais ou espirituais; para isso, nada melhor que refletir sobre as entrelinhas da sabedoria manifesta por Buddha Shakyamuni (o príncipe Sidhartha Gautama), ao proferir o ensinamento das Quatro Nobres Verdades. Devemos meditar diariamente sobre estas palavras e aplicar dia a dia o que ensina “A Nobreza das Verdades”.

DESENVOLVIMENTO DA AURA NO CORPO HUMANO.

De acordo com a ciência tibetana, a luz aurica do corpo é o resultado natural da transformação da essência dos alimentos, através dos sete constituintes do corpo, a essência do alimento (chilie) se transforma em sangue, textura muscular, gordura, osso, medula óssea e fluido regenerativo. Quando comemos, a essência de nossa comida é transformada em sete estágios, pelo nosso corpo, produzindo os sete constituintes físicos; o mais sutil deles é o corpo aurico.
1. A comida que ingerimos é digerida e absorvida no sangue. A essência pura dessa comida circula e transforma-se em sangue, a sobra retorna ao estômago sob forma de muco.
2. A pura essência de nosso sangue se transforma em carne e a sobra vai para o fígado e vesícula biliar como bilirrubina.
3. A pura essência de nossa carne transforma-se em gordura e o resto é expelido pelos olhos, ouvidos, nariz, boca e poros da pele na forma de lágrimas, cera, mucos e suor.
4. A pura essência da gordura, transforma-se em osso e a sobra se transforma na oleosidade da pele e fezes.
5. A pura essência do osso, transforma-se na medula óssea e a sobra forma as unhas e o cabelo.
6. A pura essência da medula óssea, transforma-se nas bodhichitas branca e vermelha (sêmen, óvulo e sangue menstrual) e o produto restante lubrifica os órgãos internos, urina e fezes.
7. A pura essência do sêmen e do óvulo, transforma-se na luz do corpo (aura) e o que sobra se transforma em hormônios ou, se combinados, um novo ser humano.

A aura é considerada a essência pura do sêmen e do óvulo, a parte impura desta energia essencial masculina e feminina é o sêmen e o sangue menstrual que nos é familiar. O lugar principal de nosso corpo de luz e consciência sutil está dentro do nosso chakra do coração e é chamado de gota indestrutível. Este é o lugar de nosso nível de consciência mais profundo. A luz que irradia para fora, além dos limites do corpo físico é chamada de aura.
Nós “terapeutas ocidentais” temos a idéia de que os processos de harmonização ocorrem através da purificação da aura, no entanto ensina a tradição tibetana que o equilíbrio relativo e absoluto só é possível mediante a purificação dos canais, ventos e gotas de energia de nossa consciência sutil. Desta purificação provêm mudanças que poderão ser observadas em nossa aura como também em nosso corpo físico.

Canais, Ventos e Gotas (Tigle).

Em nosso corpo sutil existem três canais principais de energia, o central, o direito e o esquerdo, dos quais partem 72 canais principais que se dividem em 72 mil canais. Por estes canais fluem os Ventos-elementos e Gotas de essência vital que realizam as funções vitais como a circulação sanguínea, tato, audição, visão, etc.

O canal central é de cor azul pálida e possui quatro atributos:
1º. É reto como uma bananeira.
2º. Por dentro é vermelho oleoso como sangue vivo.
3º. É sumamente claro e transparente como a chama de uma vela.
4º. É suave e flexível como uma pétala de lótus.

O canal central localiza-se desde o topo da cabeça até a ponta do órgão sexual (clitóris nas mulheres); forma um arco como um cabo de guarda-chuva que termina entre as sobrancelhas. Está mais próximo à coluna do que da parte central do corpo. Junto a ele estão colocados os canais direito (vermelho) e esquerdo (branco). O canal esquerdo se curva para a direita alguns centímetros abaixo do umbigo separando-se ligeiramente do canal central para unir-se novamente à ponta do órgão sexual. Sua função é manter a liberar sangue, urina e esperma. O canal direito se curva para a esquerda na mesma altura que o outro e termina na extremidade do ânus, sua função é liberar as fezes.
O canal direito ou solar contém a energia feminina que é responsável pelo nosso sangue, sistema circulatório e agressividade. O canal esquerdo lunar contém a energia masculina responsável por nosso sistema linfático e ignorância. Os canais laterais se entrelaçam em quatro pontos ao longo do canal central formando o que chamamos de chakras. No umbigo, garganta e coroa, o nó é formado por apenas um enroscamento de cada canal. Já no coração são três enroscamentos de cada um.
Nossa mente “cavalga” esses ventos como um cavaleiro em seu cavalo, inseparáveis. Os pensamentos e emoções que experimentamos estimulam a energia dos ventos sobre os chakras. Os positivos energizam os chakras afrouxando os nós enquanto os negativos se cristalizam gradualmente criando maiores bloqueios e perturbações das nossas funções vitais, possibilitando manifestações patológicas de ordem física e mental. Isto quer dizer que a raiz causal de todos os desequilíbrios é emocional, resultado do bloqueio de nossos canais internos e que a atitude necessária é perceber que nós somos os únicos responsáveis por nossa própria saúde.

(Texto extraído da Apostila de Ngal So Chag Wang Reiki composta por Ashudechen – Diretora do centro de Dharma Pax Drala – Guerreiros da Paz/ Rio de Janeiro e Kuru Jantse Sá - Búzios).

PESQUISAS SOBRE O CAMPO DE ENERGIA SUTIL

Ao longo da história do mundo, pesquisadores e adeptos de todas as práticas religiosas narram experiências sutis que reportam a existência de um campo de energia que permeia toda matéria animada ou inanimada. Afirmam que esta energia pode ser vista por seres mais sensíveis ou treinados ou até mesmo por pessoas comuns. Já sentiu aquele “arrepio dos pés a cabeça?” Isso é apenas um movimento acelerado ou descarga de energia ao longo do corpo, que ocorre simultaneamente através de nosso sistema neurotransmissor como também no campo de energia mais próximo da pele.

Na Índia Antiga, a cerca de 5 ou 8.000 anos atrás, já se falava de uma energia universal denominada Prana a qual acreditavam ser o fio invisível que dá origem e sustenta toda a existência. Os yogues praticam a manipulação dessa energia por meio da meditação e técnicas de respiração, o que lhes concede a expansão da consciência e uma longa vida.
Na China, 3.000 a.C., a mesma energia foi conhecida como Ch’i e postulavam que esta energia era composta por duas forças complementares, o yin e o yang, como na eletricidade, positivo e negativo. Segundo a Terapia Tradicional Chinesa, do equilíbrio entre yin e yang se obtém saúde e vitalidade, mas quando estes pólos aparecem em falta ou excesso advém a desarmonia que pode comprometer a saúde física e mental do individuo. A Acupuntura, o Shiatsu, a Moxabustão e o Do-in, tem como base a aplicação de procedimentos diversos com o intuito de dissolver bloqueios e harmonizar o fluxo de Ch’i através do corpo humano ou animal.
Por volta de 500 a.C. os seguidores de Pitágoras afirmavam que “sua luz” produzia efeitos benéficos sobre o organismo humano. Na Idade Média o médico Paracelsus (1490-1541) chamou essa energia de “Illiaster” e disse que a mesma se compõe de força vital e matéria vital simultaneamente. O matemático John Baptist Van Helmont (1577-1644), seguidor da doutrina de Paracelsus, cita a visão que teve de um fluido universal que impregnava todas as coisas animadas ou inanimadas; consoante a isto Mesmer, seu contemporâneo, vai além dizendo que estas ‘coisas’ podem ser carregadas com esse ‘fluido’ e que corpos materiais podiam exercer influência uns sobre os outros, inclusive à distância.
Ainda no séc. XIX surge o termo força “ódica”, nome este dado pelo químico industrial Conde Wilhelm von Reichenbach (1788-1869) após 30 anos de experimentos com o ‘campo por ele descoberto’. Ele verificou que o “od” pode ser conduzido através de um fio ou qualquer outro tipo de material, observando-se que o fenômeno tem mais a ver com a densidade da massa do objeto do que com sua condutibilidade elétrica. Constatou-se que parte deste campo podia ser focalizada como luz ou energia bipolar e que outra parte do ‘od’ podia ser vislumbrada em torno do corpo como a luminescência em torno da chama de uma vela. Essa seria a descrição mais próxima do que hoje chamamos de aura.
O fundador da Homeopatia, Dr. Christian Samuel Hahnemann (1795-1871), defendia a tese do “Similia similibus curantur” (o semelhante cura o semelhante). Esta teoria comprovada de modo empírico é compatível com os princípios da polaridade da energia ‘ódica’ exposto por Reichenbach na qual, ao contrário do eletromagnetismo, pólos iguais se atraem e diferentes se repelem.
Entre 1863-1924 o Dr. Albert Abraham concluiu o curso de medicina na Heidelberg University e passou a lecionar patologia na Stanford. Após dez anos de pesquisas reconheceu que toda matéria ‘irradia’ e estas irradiações dependem dos componentes moleculares do material em causa, podendo ser detectadas e medidas em comprimento de ondas.
Em 1911 outro pesquisador destacou-se no avanço da pesquisa no Campo de Energia Humana, utilizando filtros coloridos e tratados com cobalto e radioisótopos o Dr. William Kilner observou a existência de três camadas de uma névoa brilhante ao redor do corpo com contornos indefinidos. Segundo ele, essa névoa a que chamou “aura” varia de pessoa para pessoa e isso tem relação direta com o sexo, idade, estado de saúde física ou psico-emocional.
No início do século XX o psiquiatra Wilhelm Reich deu à energia universal o nome de orgone, passando a estudar a relação entre os distúrbios do fluxo de orgone e disfunções psicológicas. O resultado de suas pesquisas foi a criação de um método terapêutico que unificou a análise freudiana e a manipulação física com o intuito de restabelecer o fluxo de orgone pelo corpo humano clareando assim estados mentais e emocionais negativos.

A teoria que defende o sistema terapêutico pela imposição de mãos é a atuação da energia dos biofótons sobre a estrutura molecular da água. Cerca de 90% do corpo humano é composto por matéria líquida, e a água é um composto instável de hidrogênio e oxigênio intercambiável por qualquer forma de energia. A energia fotônica, mobilizada pela IMPOSIÇÃO DE MÃOS, cristais e outras técnicas de emissão, podem transformar a estrutura da ÁGUA modificando o crescimento desordenado das células e acelerando o processo de regeneração do organismo.
Cientistas russos, norte-americanos e de vários outros países estão trabalhando na medição e na documentação de tais energias, constatando a sua influência na alteração do meio físico, líquido e sólido.

AS DIVISÕES OU NÍVEIS DO REIKI

NÍVEL I - “O Despertar” - “A Iniciação”.

Este nível proporciona ao praticante a utilização da técnica em si próprio, em outras pessoas, animais e plantas. Os canais de energia são restaurados, permitindo com que ela flua através das mãos pelo simples fato de colocá-las sobre aqueles que se deseja harmonizar. Os tópicos abordados no nível I são simples, não sendo necessário conhecimento prévio de nenhuma outra técnica para se tornar um terapeuta reikiano. O pré-requisito para receber a iniciação na técnica é ter uma motivação correta, desenvolvendo a mente compassiva que deseja beneficiar a todos os seres, de modo a minimizar os seus sofrimentos.
Após a sintonização de nível I, as mãos são direcionadas para 14 posições básicas relacionadas com a anatomia orgânica, permanecendo-se em cada posição por 3 ou 4 minutos. Um tratamento completo para o praticante de nível I leva cerca de 60 minutos. Este é um módulo completo, ou seja, não há obrigatoriedade em fazer o nível II para poder aplicar a técnica. Também não há obrigatoriedade em fazer todos os níveis com o mesmo mestre, como também não há necessidade de nova sintonização no nível I por um outro mestre quando do interesse do aluno em fazer o nível II com um mestre diferente do primeiro. Após a sintonização no nível I, o praticante passa por 21 dias de limpeza, a nível físico, dissolvendo bloqueios energéticos e toxinas. No nível I, é necessário que se toque na pessoa para a aplicação do Reiki, pois a passagem da energia é pelo corpo físico. O tempo de duração do módulo de nível I de Reiki é em torno de 12 horas, um dia inteiro ou dividido em dois dias. Após 2 ou 3 meses de prática, desenvolvimento e assimilação das técnicas apresentadas, o nível II estará disponível para quem desejar.

NÍVEL II - “A Transformação”.

Para receber os conhecimentos do nível II é necessário que se respeite um intervalo mínimo de um mês entre o primeiro e o segundo nível, período este em que o praticante estará passando pelo processo de limpeza psicofísica e vivenciando em seu corpo as modificações decorrentes do processo de sintonização. No entanto recomendo três meses para pesquisas e experimentos antes de adentrar ao ‘Campo das Profundas Transformações Emocionais’ proporcionado pelas técnicas terapêuticas de nível II. Este módulo poderá ser realizado também em um dia, mas prefiro estendê-lo tanto quanto seja necessário a fim de que compreendam o motivo pelo qual chamamos este nível de “A Transformação”.
Serão ensinados três yantras (símbolos) e três mantras (sons) que são os nomes destes símbolos, ou melhor, uma palavra-chave para expressar o que eles significam para o Terapeuta Reiki. Interiorizando o significado de cada símbolo e sua utilização, fica o aluno apto a enviar Reiki à distância para uma pessoa de cada vez. Essa possibilidade do envio da energia Reiki através do ‘Espaço-Tempo-Não-Linear’ poderá ser compreendida mediante a assimilação de conceitos tais como Teoria da Sincronicidade (Carl Gustav Jung).
O tempo para autoaplicação ou aplicação em outras pessoas cai de 5 minutos do nível I para 2 minutos no nível II, conseguindo-se assim realizar uma sessão completa de Reiki em cerca de 30 minutos. O intervalo recomendado entre o segundo e terceiro nível é de três meses, pois o processo de limpeza no nível II é a nível emocional e mental, por isso é necessário um período maior para o praticante vivenciar as mudanças e o processo de harmonização que estará ocorrendo. O curso de nível II também é fechado nele mesmo, não sendo obrigatório fazer o nível III.


NÍVEL III - “A Realização do Mestre Interior”.

Faremos agora uma nova sintonização para aprimorar a canalização da grande quantidade de energia que será necessária neste nível. O aluno receberá mais um símbolo e um som, símbolo esse utilizado pelos mestres de Reiki, possibilitando o envio de energia a um número ilimitado de pessoas ao mesmo tempo, este é conhecido como ‘Símbolo das Multidões’ e seu entendimento visa beneficiar a muitos seres simultaneamente. Aprenderemos também outras técnicas de Reiki ligadas aos sistemas Ngal So, Kahuna, Tibetano e Osho, ampliando consideravelmente o campo de percepção do aluno. Os grupos de nível III são ministrados em aproximadamente 8 horas; o que pode variar de acordo com as experiências que cada participante queira relatar, o número de alunos a serem sintonizados e o conjunto de técnicas a serem abordadas segundo a dinâmica do grupo.

NÍVEL IV - Mestrado - “Transmitindo a Linhagem de Luz”.

O nível IV, também chamado “mestrado”, possibilita ao aluno receber o aprendizado necessário para poder ensinar a técnica Reiki a outras pessoas. Neste nível o aluno aprende como é realizado o processo de sintonização, como organizar grupos de estudo e palestras, cronograma de aula para todos os níveis, técnicas avançadas, etc. A duração do aprendizado deste nível varia de três a quatro meses, com aulas semanais, dependendo da capacidade e da disponibilidade do aluno para assimilar e praticar.
Na maioria dos casos este módulo é individual, respeitando o ‘Espaço Sagrado’ que surge da relação de Mestre para Mestre, de mente para mente; isso por que o verdadeiro Mestre é aquele que lhe convida a Ser Um Todo, Inseparável do Oceano Infinito que se apresenta ao iniciado ao receber a Iniciação.
Esse é o momento mágico do Reiki em que ‘o praticante de nível três’ torna-se Mestre ao entregar o conhecimento ao novo reikiano e iguala-se à condição de discípulo através desta nova vivência iluminada.

A SUCESSÃO DA LINHAGEM REIKI

Após a decepção que Usui teve com os mendigos do gueto ele passou a procurar alguém que realmente estivesse interessado em receber os benefícios que o Reiki tinha a oferecer. Dizem até que Usui teria percorrido o Japão a pé com uma tocha na mão gritando:
- Quem está à procura da luz! - Quem está à procura da luz!???

Após algum tempo encontrou Chujiro Hayashi (1878-1941), oficial reformado das Forças Armadas que aos quarenta e sete anos (1925) recebeu sua graduação como Mestre Reiki e tornou-se sucessor de Mikao Usui. Ele foi um grande colaborador de Usui e por ter conhecimento anatômico desenvolveu a seqüência de aplicação do Reiki seguindo a correspondência anatômica aos órgãos. Hayashi teve vários alunos homens e iniciou as primeiras mulheres, entre elas sua esposa Chie Hayashi e Hawayo Takata.
Além de Hayashi, tem-se notícia de outros discípulos diretos de Usui como, por exemplo, Taketomi, Gyuda e Eguchi. Este último foi o que mais se destacou, tendo estudado com Usui em 1923, fundou uma sociedade Reiki e passou a sua linhagem para um discípulo chamado Miyazuki.
Em 1935 a havaiana Hawayo Takata, interna-se no Hospital Maeda em Akasaka (Japão) acometida por um tumor abdominal, deficiência pulmonar e depressão. Como haveria riscos para sua cirurgia ela foi informada no hospital sobre a existência de um centro de tratamento alternativo que poderia ser de auxílio para seu caso. Em 1936 Takata dirige-se ao centro Shina No Machi, a clínica de Chujiro, onde se submete ao tratamento Reiki e uma elaborada dieta alimentar pelo período de quatro meses. Ela se recuperou de todas as mazelas de que padecia e desejou ser introduzida nesta técnica, o que só conseguiu em 1938, pois naquela época o método não era ensinado para estrangeiros.
Em 10 de maio de 1941 Hayashi nomeia Takata como sua sucessora e logo após, na presença de sua esposa e todos os mestres reiki do Japão, falece de parada cardíaca. Takata retorna ao Hawai e difunde a técnica entre os norte-americanos, tendo iniciado centenas de pessoas e 22 mestres entre a década de 70 e 80. Dos seus discípulos mais conhecidos podemos citar sua neta Phyllis Lei Furomoto que deu origem à escola Reiki Aliance e Bárbara Rey que fundou a escola The Radiance-Technique. Os demais mestres preferiram não se filiar a estas associações porque não achavam lícito cobrar 10.000 dólares por um mestrado, desse modo tornaram-se Reiki Masters Independents.
Ao longo da história o Reiki sofreu mudanças e ganhou novos matizes mesclando-se a culturas regionais. O Reiki Tradicional Usui, o Usui Reiki Ryoho, é provavelmente o mais parecido com o que Takata tenha recebido no Japão, mas considerando a formação individual que dava a cada mestre, aconselho que procurem todas as fontes e conversem com quantos mestres encontrar. Caso possa ir ao Japão faça uma visita ao Templo Kurama:

End: Kurama Honmachi, Sakyo-Ku, Kyoto, Japão. Tel: 0081-75-7412003. Tomando o metro ou ônibus na estação central de trens de Kyoto vá até a estação Demachiyanagi, deste ponto, tome um trem para Kurama e desça na última estação, o trajeto é feito pela linha férrea Eizan-Kurama. O Templo fica a uma caminhada de cinco minutos a pé partindo desta estação.

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